Episodios

  • EP 96 | A PSICANÁLISE E O ARTESANATO
    Apr 17 2026

    Em seu último ensino, Lacan aproxima o humano de um saber-fazer jogando com a homofonia entre homme e main. Traduzindo: hu-mano.

    O humano não se define pelo saber teórico, mas por um saber-fazer com o real. Assim, recorre aos verbos tecer, fiar, bordar, enodar para pensar a estrutura do sujeito. Tal deslocamento permite ler a subjetividade como uma trama ou uma trança, e o final de uma análise como um nó que amarra a estrutura, para que o sujeito não fique à deriva.


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    9 m
  • EP 95 | É PRECISO RETIFICAR O ESTATUTO DA PSICANÁLISE HOJE E SEMPRE
    Apr 3 2026

    É preciso de tempos em tempos retificar o lugar do saber psicanalítico no mundo. Trata-se de um saber atemporal, pois não opera no campo das ideias, nem mesmo no dos ideais humanitários, mas no furo das subjetividades - que é a única coisa que temos em comum enquanto humanos. Esse vazio é o que nos move e aciona a criação de novas ideias e possibilidades.

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    17 m
  • EP 94 | DA TRANSMISSÃO DA PSICANÁLISE, AINDA...
    Mar 20 2026

    Falar da transmissão da psicanálise é algo complexo, pois ela não se transmite como qualquer matéria ou campo do conhecimento. Sua teoria não é algo acabado, que se possa simplesmente ensinar.

    Isso porque a condição fundamental para se aprender a teoria não é apenas estudar, mas, principalmente, submeter–se ao tratamento psicanalítico. Só assim se poderá articular, formalizar e entender o que a teoria diz.

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    16 m
  • EP 93 | CRIAÇÃO E TEORIA NA PSICANÁLISE
    Mar 6 2026

    Pode parecer uma redundância falar de criação e teoria, pois, a teoria não deixa de ser uma criação. No entanto, tratando-se da psicanálise, seu discurso implica outra lógica que envolve a criação: a do sujeito do inconsciente ou sujeito do desejo. Por se definir pela própria inconsistência, trata-se de uma posição subjetiva que possibilita o ser.


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    14 m
  • EP 92 | A AGRESSIVIDADE EM PSICANÁLISE
    Feb 20 2026

    Estamos falando de um ponto inaugural da estrutura do sujeito. É nesse sentido que Lacan integra a agressividade aos estados paranoides - desde os atos de explosão brutal, muitas vezes imotivados, passando por toda a gama das formas de beligerância, até a chamada guerra fria nas relações.

    Tratam-se de formas ligadas a uma organização original do Eu: estados primitivos e especulares da formação do Eu, evocados seja por falhas na estrutura simbólica, seja por fatores medicamentosos e pelo consumo de drogas.


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    21 m
  • EP 91 | A POLÍTICA DA PSICANÁLISE
    Feb 6 2026

    Ao afirmar que “o inconsciente é a política”, Lacan sinaliza que o inconsciente se manifesta no tropeço e no fracasso das certezas absolutas das ideias. Em tempos de catástrofes econômicas, naturais ou sociais, o que aproxima as pessoas é o mal-estar, que as torna susceptíveis a se enredarem em fantasias sociais nas quais as ideologias jogam sua partida. Estas podem não apenas servir de referências, mas também de objeto de fascínio. Líderes populistas produzem um efeito hipnótico, no qual as pessoas entram em um estado de encantamento e captura, ao se alienarem ao que é dito sem reflexão ou juízo.

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    22 m
  • EP 90 | O DISCURSO DO ANALISTA – Uma Outra Volta
    Jan 23 2026

    Retomamos mais um ano e mais uma série de fragmentos que proponho desenvolver, a partir deste texto inaugural. Iniciamos um novo ciclo em meio a turbulências políticas e sociais que nos convocam, mais uma vez, ao trabalho analítico. Assim como alguém que sofre de transtornos psíquicos busca um tratamento, uma sociedade adoecida por transtornos sociais necessita de um trabalho de elaboração e da invenção de novos recursos psíquicos. Isso exige uma posição precisa por parte dos analistas, capaz de oferecer recursos que tornem possível algum horizonte de saúde mental para a população.


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    17 m
  • EP 89 | PARA COMEÇAR DE NOVO
    Nov 29 2024

    Os rituais, as festas, as cerimônias representam uma demarcação de um ciclo que se fecha para se recomeçar de novo. Um encontro marcado com o imprevisto e a surpresa. Prevemos algumas coisas mas, não-todas. Por isso, só um rito pode comemorar esse encontro imemorável com o real. O novo, somos nós que temos de fazê-lo por meio de nossos atos.

    Produção: Wepod

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    4 m