• Helton Júnior | Café com Política
    Mar 27 2026

    O vereador de Belo Horizonte Helton Júnior (PSD) afirmou que o partido lhe dá liberdade política e evitou garantir apoio ao vice-governador Mateus Simões (PSD) em uma eventual disputa pelo governo de Minas Gerais. Em entrevista ao Café com Política, exibido no canal de O TEMPO no YouTube, o vereador destacou que ainda é cedo para definições eleitorais.

    Segundo o parlamentar, não há alinhamento automático dentro da sigla. “O PSD sempre me respeitou enquanto um quadro que é progressista, que tem pautas muito especificamente consolidadas e que tem autonomia para trabalhar essas pautas”, afirmou. De acordo com Helton, o apoio dependerá da consolidação das candidaturas. “É muito cedo falar de apoio, porque não tem candidatos consolidados ainda. Depois, quando tiver apresentado o projeto, tiver com candidatura registrada, aí sim [...] vou escolher um bom candidato a governador e irá apoiá-lo.”

    Na avaliação da gestão do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, Helton Júnior classificou o desempenho como positivo e atribuiu “nota 8” ao governo. Ele também afirmou que, após desgastes no início da administração, voltou a integrar a base aliada. “A relação está positiva. Eu não levo nenhum tipo de mágoa [...] estou na base de novo e para contribuir”, disse. Apesar disso, ponderou que não há alinhamento irrestrito: “Os projetos que são importantes para a cidade a gente vai sempre apoiar. E aquilo que a gente entende que não é adequado, o nosso posicionamento segue firme.”

    Um dos pontos de divergência no início da gestão foi o debate sobre a tarifa zero no transporte público. O vereador minimizou disputas políticas em torno do tema e elogiou a implementação da gratuidade aos domingos. “Eu não morro de vontade de ser o pai da criança. Para mim, o importante é que a coisa avance”, afirmou. Ele avaliou que a medida representa um avanço social. “Que bom que as pessoas podem usar. Que bom que gente simples que não tem recurso para poder pagar tarifa está podendo gastar aquele dinheiro com outra coisa”

    Ao tratar do transporte público, o vereador criticou a falta de punição às empresas concessionárias. Segundo ele, há falhas na fiscalização do serviço. “A gente tem, por exemplo, nesse momento, mais de 36 mil multas que foram emitidas [...] que ainda não foram cobradas”, disse. Para o vereador, a ausência de penalidades compromete a qualidade do sistema. “Se eu fiscalizo, mas não penalizo, será que eu estou realmente fiscalizando?”

    Na área cultural, o parlamentar falou sobre as dificuldades da Prefeitura de Belo Horizonte em captar patrocínios para o Carnaval. Ele avaliou que é necessário aprimorar o diálogo com o setor privado. “Eu entendo que talvez a divulgação pode melhorar, a interlocução da prefeitura com o setor privado pode melhorar”, afirmou. Apesar disso, defendeu a manutenção do modelo da festa. “O carnaval precisa acontecer [...] porque o ganho com o carnaval é muito significativo.”

    Durante a entrevista, o parlamentar abordou também os impactos das chuvas na capital e a necessidade de adaptação diante das mudanças climáticas. Para ele, não é possível afirmar que a cidade esteja totalmente preparada para eventos extremos. “Nunca estaremos prontos. Estamos nos preparando”, disse. O vereador ressaltou que o cenário exige investimentos contínuos e planejamento permanente. “Sempre vai ter uma chuva pior [...] então é importante que isso seja contínuo para que a prefeitura realmente dê conta de preservar as vidas e evitar prejuízos.”

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    27 mins
  • Deputado Federal Padre João (PT)
    Mar 26 2026

    A regulamentação do trabalho por aplicativos foi um dos principais pontos da entrevista do deputado federal Padre João ao Café com Política, com a apresentação do jornalista Léo Mendes.

    Autor de uma das propostas em tramitação no Congresso sobre o tema, o parlamentar defendeu a criação de um piso remuneratório, acesso à Previdência e garantias mínimas de proteção social para motoristas e entregadores, hoje submetidos, segundo ele, a um modelo de precarização disfarçado de empreendedorismo.

    Durante a conversa, Padre João afirmou que a ausência de regras claras transfere todos os riscos da atividade ao trabalhador. “Essas pessoas vendem sua força de trabalho, mas não têm cobertura em caso de acidente, doença ou maternidade. Não se trata de imposto, mas de investimento na dignidade e na qualidade de vida”, disse, ao comparar a situação dos trabalhadores de aplicativos à de categorias que já conquistaram reconhecimento previdenciário, como agricultores familiares e pescadores.

    Com trajetória de mais de duas décadas na vida pública (incluindo mandatos como deputado estadual e atualmente no quarto mandato federal), o parlamentar destacou que sua atuação sempre esteve ligada às pautas sociais. Natural de Urucânia, na Zona da Mata mineira, com domicílio eleitoral em Ouro Branco, na região Central de Minas, Padre João mantém vínculo com a Arquidiocese de Mariana e avalia que a política é um espaço legítimo para a promoção do bem comum. “Tudo na nossa vida passa pela política: da água que bebemos ao preço dos alimentos”, afirmou.

    Outro tema central da entrevista foi o modelo atual das emendas parlamentares. O deputado criticou o que chamou de “sequestro do Orçamento da União” e defendeu maior transparência na destinação dos recursos. Para ele, a pulverização das verbas compromete políticas estruturantes e amplia desigualdades regionais. Padre João elogiou a atuação do Supremo Tribunal Federal e do ministro Flávio Dino na exigência de planos de trabalho e mecanismos de controle.

    O parlamentar também analisou o cenário eleitoral de 2026, que classificou como desafiador. Segundo ele, o avanço da extrema direita, o uso intensivo de fake news e o impacto da inteligência artificial no processo eleitoral exigem atenção redobrada das instituições. Apesar disso, demonstrou confiança na capacidade de reorganização do campo progressista, inclusive em Minas Gerais, onde o PT busca ampliar sua bancada.

    Na área dos direitos humanos, Padre João destacou avanços recentes no combate à violência contra a mulher, como o Pacto Nacional contra o Feminicídio e o endurecimento das penas. Ele ressaltou que a consolidação dessas políticas depende da atuação conjunta da União, estados e municípios. Ao final, alertou para os riscos de classificar facções criminosas como organizações terroristas, medida que, segundo ele, pode abrir espaço para interferências externas e ameaçar a soberania do país.

    A entrevista completa do Café com Política está no canal de O TEMPO no Youtube.

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    34 mins
  • Professora Nara | Café com Política
    Mar 25 2026

    A professora Nara assume uma cadeira na Câmara Municipal de Belo Horizonte após a saída de Cida Falabella para a Secretaria de Cultura. Com mais de 30 anos de atuação na educação pública, a nova vereadora chega com foco na defesa da educação, no combate às desigualdades sociais e no fortalecimento de políticas públicas para comunidades periféricas.

    Durante entrevista ao Café com Política, Nara destacou a importância do diálogo no Legislativo, reforçou a necessidade de valorização dos profissionais da educação e defendeu mais ações voltadas para crianças, jovens e idosos. A vereadora também abordou temas como violência contra a mulher, inclusão social e o papel da cultura na transformação das comunidades.

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    30 mins
  • Rafael Paiva | Café com Política
    Mar 23 2026

    A saúde digital é uma realidade que veio para ficar. De acordo com o assessor-chefe de Tecnologia e Informação da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Rafael Paiva, o estado vem trabalhando em parceria com os municípios mineiros para implementar a digitalização dos serviços, além de modernizar e integrar processos.

    No Café com Política, Rafael apresenta novidades. Entre elas está a criação de uma ferramenta que permitirá, em breve, que gestores municipais acompanhem o mapa da saúde em seus municípios, facilitando o planejamento e a tomada de decisões.

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    32 mins
  • Bim da Ambulância | Café com Política
    Mar 20 2026

    As fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira no início do ano deixaram mortos, desaparecidos e cidades devastadas. No Café com Política, o deputado estadual Bim da Ambulância (Avante) relata a experiência de quem esteve diretamente nas áreas afetadas e critica a forma como o poder público reagiu à tragédia. Segundo o parlamentar, há falhas estruturais na mobilização e na execução das ações de socorro às vítimas. Ele afirma que o modelo atual de resposta a desastres depende das prefeituras, que muitas vezes não têm estrutura suficiente para enfrentar situações de grande escala. Durante a entrevista, Bim também defende a criação de uma força-tarefa permanente do Estado para atuar em emergências e apontar problemas na assistência às famílias após as enchentes. Assista ao trecho da entrevista e entenda a avaliação do deputado sobre o socorro às vítimas e os desafios da gestão pública diante dos desastres climáticos em Minas Gerais.

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    34 mins
  • Lohanna França | Café com Política
    Mar 18 2026

    Deputada estadual Lohanna França (PV-MG) critica a política de exploração em torno da internação de Jair Bolsonaro e disputa pela liderança da direita em Minas Gerais. Em entrevista ao Café com Política, ela afirma que “montaram um palanque sobre a cama de hospital” do ex-presidente, enquanto aliados se digladiam para ver “quem é mais bolsonarista de todos os bolsonaristas”.

    Lohanna também aponta que, nesse cenário, Minas Gerais perde espaço e recursos, citando a postura do governador Romeu Zema em temas como Lei Kandir, concessões ferroviárias e prioridades de investimento.

    O corte traz uma análise direta sobre o papel de Bolsonaro na articulação da direita, os efeitos dessa disputa para o estado e a necessidade de recolocar Minas no centro de um projeto de desenvolvimento.

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    41 mins
  • Adriano Massuda | Café com Política
    Mar 18 2026

    Nesta edição do Café com Política, o ministro em exercício da Saúde Adriano Massuda analisa os desafios do sistema público e afirma que melhorar o atendimento no Brasil passa não apenas por mais recursos, mas principalmente por uma gestão mais eficiente.

    Durante a entrevista, ele comenta os dados recentes da pesquisa do Instituto DataTempo, que apontam que a maioria dos gestores de saúde em Minas Gerais enfrenta dificuldades financeiras. O debate também aborda a sobrecarga dos municípios, responsáveis por grande parte da execução dos serviços do Sistema Único de Saúde, e a necessidade de equilibrar repasses federais com os custos reais da saúde pública.

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    16 mins
  • Cássio Soares | Café com Política
    Mar 17 2026

    O presidente do PSD em Minas Gerais, o deputado estadual Cássio Soares, afirmou que o partido mantém a estratégia de construir uma ampla aliança para as eleições de 2026 no estado e que segue dialogando com diferentes forças políticas para fortalecer a pré-candidatura do vice-governador Mateus Simões (PSD) ao governo.

    Segundo ele, o PSD não desistiu de tentar atrair o senador Cleitinho (Republicanos) para uma composição eleitoral. De acordo com Soares, mesmo com movimentos recentes do senador em torno de uma possível candidatura própria, o partido pretende manter as conversas. “O diálogo na política tem que estar sempre colocado à mesa. Nós não abrimos mão de continuar dialogando”, afirmou.

    O dirigente também disse que o PSD mantém a expectativa de contar com a federação formada por União Brasil e Progressistas na coligação que deve apoiar Matheus Simões. “Nada mudou. O que tem mudado são notícias plantadas por outros atores políticos”, declarou.

    Soares afirmou ainda que eventuais articulações nacionais do partido não interferem no projeto político construído em Minas. Segundo ele, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, mantém apoio à estratégia definida no estado. “Não vejo nenhum motivo para não seguir com a candidatura do Matheus”, disse.

    De acordo com o parlamentar, a possível candidatura presidencial do governador Romeu Zema (Novo) também não interfere nas articulações estaduais. Para ele, a decisão sobre a disputa nacional é uma avaliação pessoal do governador e não deve ser condicionada às alianças em Minas.

    Na composição da chapa em Minas, Soares afirmou que o PL deve indicar uma das vagas ao Senado. Já a definição sobre o vice de Mateus Simões, segundo ele, ainda está em negociação entre os partidos aliados e deverá envolver também o aval de Zema.

    Sobre o cenário envolvendo o senador Rodrigo Pacheco, o presidente do PSD em Minas evitou fazer especulações e afirmou que o partido aguarda uma definição do próprio parlamentar. “O Rodrigo eu conheço bem. Ele tem o tempo dele e vai tomar a melhor decisão”, disse.

    Em relação ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), Soares afirmou que a tendência é que ele permaneça no PSD. No entanto, destacou que uma eventual candidatura alinhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia gerar incompatibilidade com o projeto estadual da legenda. “Hoje nós estamos em um campo de centro-direita. Uma candidatura alinhada ao presidente Lula pelo PSD em Minas seria incoerente”, afirmou.

    O dirigente também comentou a relação do partido com a Prefeitura de Belo Horizonte, atualmente comandada por Álvaro Damião (União). Segundo Soares, não há diálogo institucional entre a legenda e a atual gestão municipal. “Desde o falecimento do Fuad, não tivemos diálogo. Colocamos o partido à disposição da administração, mas essa conversa não tem acontecido”, afirmou.

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